Política
É possivel eleger Fernando Filho e Miguel Coelho como deputados federais?
Estratégia é a mais assertiva?

Um dos temas mais discutidos no Vale do São Francisco é a audácia do grupo liderado por Fernando Bezerra Coelho em apresentar dois de seus filhos para o mesmo cargo nas eleições de 2026. A questão que se coloca é: será possível eleger ambos? A resposta é afirmativa; a estratégia pode funcionar, já que a família Bezerra Coelho possui um sólido capital político para tentar essa façanha. Com um capital político consolidado, uma forte base financeira e uma base eleitoral construída ao longo de décadas, a família tem potencial para alcançar sucesso com as duas candidaturas a deputado federal recentemente lançadas nas eleições de 2026.
Fernando Filho, do partido União Brasil, está em busca de seu sexto mandato consecutivo. Já Miguel Coelho, também está no União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, entrou na disputa pela Câmara Federal depois de não conseguir consolidar espaço para disputar o Senado.
Por que pode dar certo?
Estratégia de descentralização: Para evitar competição interna por votos, a família optou por uma divisão geográfica bem definida. Fernando Filho decidiu ampliar sua campanha além de Petrolina, buscando apoio em outras áreas e municípios do estado.
O foco de Miguel em Petrolina: Enquanto seu irmão trabalha em outras regiões, Miguel Coelho planeja concentrar esforços na forte base histórica da família no Sertão do São Francisco, onde teve uma gestão bem avaliada como prefeito.
Apoios influentes: A campanha foi lançada em agosto de 2026, fortalecida pela presença da governadora Raquel Lyra e de candidatos expressivos ao Senado, evidenciando poder político e alinhamento estadual.
Quais são os riscos?
Divisão de Votos na Mesma Região: Apesar de uma divisão planejada, a principal base de apoio de ambos é o Sertão. Isso demanda uma estratégia eleitoral meticulosa para assegurar que a transferência de votos ocorra sem falhas. Em comícios, o próprio Fernando Filho chegou a mencionar de forma descontraída que em casas com cinco eleitores, seria suficiente “quatro votarem em Miguel e apenas um em Fernandinho”.
Historicamente, grandes oligarquias e clãs políticos de Pernambuco e do Nordeste já conseguiram eleger mais de um membro da mesma família para Brasília na mesma eleição. Assim, juridicamente e politicamente, a estratégia é viável, e o plano de sobrevivência política do grupo está em plena execução nas ruas.
Sigamos em frente e esperar as cenas do próximo capítulo.




