Política

Todos contra a Compesa: orquestra da “força política” tocando o terror em Audiência Pública na Câmara de Petrolina

A sede começa pelos vereadores que propuseram a Audiência: vereadora Maria Elena (UB) e o líder da bancada governista, Diogo Hoffmann (PSC). Ambos querendo mais holofotes, mais brilho.

Como uma bela sinfonia afinada para destruir a Compesa, o que se viu e ouviu-se na Audiência pública sobre a falta d’água  e serviços da Companhia em Petrolina, foram palavras combinadas por um grupo que deseja tomar ardentemente a empresa  para si.

Foram mais de seis horas abordando os problemas de abastecimento d’água em Petrolina. No entanto, falou-se apenas daquilo que todos conhecem dessa novela.há décadas. E essa enfadonha e vazia Audiência, revela o que estamos falando há anos: a vontade de um grupo sedento por vender a Compesa.

A sede começa pelos vereadores que propuseram a Audiência: vereadora Maria Elena (UB) e o líder da bancada governista, Diogo Hoffmann (PSC). Ambos querendo mais holofotes, mais brilho.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) não teve representante no encontro – assim como o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Alex Machado Campos, e o secretário estadual de Recursos Hídricos, Almir Cirilo, os quais foram convidados, mas também não compareceram.

Como "Vender sem Vender" em 21 Passos: O Discurso de VendasChamado pelo grupo político, quem começou a pantomima foi o diretor-presidente da Agência Reguladora do Município de Petrolina (Armup), Rubem Franca. O diretor, falou sobre a concessão da prefeitura à Companhia na década de 70.  Lembrou ainda que  na gestão do prefeito Odacy Amorim em 2007, um Termo Aditivo ao contrato foi assinado, onde rezava que a Companhia bom serviço para toda cidade.

O discurso de Franca, porém, vai ao encontro do que diz os dados do Instituto Trata Brasil, que apontou que o município está na lista das 100 maiores cidades do país abastecida com água e saneamento em sua totalidade.

“A empresa investiu apenas R$ 21 milhões no setor de água e esgoto, com mais de R$ 553 milhões arrecadados. Os dados são da Compesa, não são meus”, disse.

Franca, ainda falou que quem sai lucrando com a arrecadação de Petrolina são outros municípios que, por terem pouca arrecadação, são beneficiados com o dinheiro gigante que a cidade paga à Compesa.

Alex Chaves, gerente da Unidade de Negócio da Compesa, trouxe o outro lado da moeda, quando disse que a empresa vem resolvendo os problemas de Petrolina. Segundo ele, a Compesa, de 2023 a 2024, mais de 2 mil ligações de água foram realizadas  e mais de 880 km de rede de distribuição foram cadastrados.

 “Esse formato é o mais justo no atual modelo para garantir a parte social no serviço de água, porque apenas 40 municípios dos mais de 160 conseguem sustentar o Estado. Petrolina tem previsão de investir R$ 267 milhões (em abastecimento) e R$ 339 milhões (em esgotamento) até o ano de 2050″, disse Alex. 

 

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