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Roda Gigante: quem julgava, agora é julgado! Moro vai depor

Agora, sem ter como dizer não para alguém que nesse momento tem a autoridade que ele arrotava e  que era bajulado por possuí-la, Moro vai encarar o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello

Quem não lembra de Moro, famoso juiz, que todos tinham medo de encarar por ter posições firmes  e que julgava a qualquer um como bem queria. Vimos políticos, gente da alta tremer na base ao encarar o valente Sérgio Moro que ganhou notoriedade como juiz da Operação Lava-Jato.

Moro, do alto da sua pseudo-onipotência, se achava inatingível. Foi traído por sua arrogância! E agora, ele que esqueceu que avida é uma roda gigante, se vê diante de uma situação, que pelo menos, há 3 anos atrás , jamais cogitaria passar. A falta de humildade e sede pelo poder, deu uma rasteira no “herói” nacional.  A falta de um simples gesto que denotaria sensibilidade em um ser humano, foi a pedra no caminho do ex-juiz, pois a conspiração da vida é como uma roda gigante, um dia estamos em cima e outro em baixo. A vez de Moro chegou, a roda girou.

Agora, sem ter como dizer não para alguém que nesse momento tem a autoridade que ele arrotava ter e  que era bajulado por possuí-la, Moro vai encarar o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello.

Celso de Melo determinou  que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro preste depoimento em um prazo de 5 dias sobre as acusações feitas contra o presidente Jair Bolsonaro.Moro disse que o presidente tentou interferir na Polícia Federal ao obter relatórios da corporação.

De acordo com a decisão, Moro terá que fazer “manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão”.

Ele será interrogado pela Polícia Federal no prazo máximo de 5 dias. Pela decisão, Moro deverá apresentar provas das acusações feitas na semana passada contra o presidente Jair Bolsonaro.  A oitiva será a primeira medida tomada no inquérito aberto a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar suposta tentativa de interferência na PF ou crime de denunciação caluniosa. O pedido para agilizar a data do depoimento foi feito por parlamentares da oposição.

Na sexta-feira (24), durante pronunciamento, Bolsonaro negou que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

Quem com ferro fere, com ferro será ferido! O mundo dá voltas, a roda gira, e agora,aquele que perseguia, se vê na mesma linha de tiro. Com a mesma força que julgava, Moro vai ser julgado.

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