Política
A arte da guerra: dividir para enfraquecer! Se assim não agir, não é força política
Em suma, se você pretende conquistar um território, e, antes de chegar a sua conquista, seus inimigos se enfrentam entre si, por meio de uma divisão social, cultural ou religiosa. Essa divisão pode garantir a sua vitória sobre esses territórios.

Dividir para conquistar (“Divide et impera” ou “Divide et Vinces”) é um clássico nas estratégias de guerra para enfraquecer e subjugar os povos. O termo, embora conhecido na Antiguidade, foi cunhado por Júlio César em seu livro” De Bello Gálico” (Guerra das Gálias), que explicou como a vitória romana na guerra gaulesa era essencialmente uma política de “dividir” seus inimigos, aliar com tribos individuais durante suas disputas com adversários locais.
Em suma, se você pretende conquistar um território, e, antes de chegar a sua conquista, seus inimigos se enfrentam entre si, por meio de uma divisão social, cultural ou religiosa. Essa divisão pode garantir a sua vitória sobre esses territórios.
Na política é usado para definir uma estratégia para manter um território ou uma população dividida. Se você está dividido, não pode se unir contra um inimigo comum, e que o governo também deve lutar contra esses adversários internos, enfraquecendo suas ações. Esta estratégia, também teorizada por Maquiavel em “O Príncipe”, sugere que a melhor maneira de obter energia é semear intriga entre aqueles que governam (ou que podem governar) para conseguir a separação.
É assim que o grupo de Fernando Bezerra age quando percebem que podem perder o domínio de uma situação ou de uma eleição.
Foi assim no passado e continua no presente. É o caso da família Amorim em Petrolina, que tem como expoente político o ex-prefeito Odacy Amorim. Hoje, pré-candidato à prefeitura de Petrolina, o ex-prefeito atrapalha o grupo de Fernando Bezerra e seus planos, e isso, faz com que as atenções estejam voltadas para Odacy e sua família.
Recentemente, saiu uma notícia que boa parte da família Amorim, estaria abraçada ao projeto do grupo de Bezerra. E aí, expuseram nomes, disseram que a família era desunida e que não acreditam em Odacy. Intrigas sobre intrigas para enfraquecer aquele que lhes tira o sono.
No entanto, se voltarmos na linha do tempo, veremos que essa mesma estratégia foi usada tempos atrás contra outros que se candidataram e foram adversários do grupo que hoje manda na prefeitura. Vale lembrar que fazer oposição neste cenário não é simples. O poder dominante se apropria de todos os meios para manter esse domínio, com articulações políticas em todos os níveis.
Por isso é importante saber ler nas entrelinhas o recado que esse povo quer mandar. É a pura arte da guerra, onde se enfraquece o inimigo usando seus familiares buscando desestabilizar física e emocionalmente. O eleitor precisa ficar atento, pois, haverá sinais. E precisamos avisar: a ordem é dividir para enfraquecer! Se assim não agir, não é força política, não é força azul, não é o grupo de Fernando Bezerra e sua equipe.




