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Economista explica a cautela dos cientistas com orçamento do Ministério da Ciencia

Fábio Gomes Guedes disse que no vácuo da falta de verbas do CNPq, as chamadas FAPs (fundações estaduais de amparo à pesquisa) começaram a ganhar mais protagonismo no financiamento à ciência.

Em 2022, o financiamento da ciência brasileira começou com notícias positivas. Após passar 2021 com o pior orçamento da década, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem agora R$ 6,9 bilhões livres de gastos com pessoal para investir em pesquisa. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) tem previsão de orçamento recorde, com R$ 1,85 bilhão, e outros órgãos estaduais do setor em geral estão em boa saúde financeira.

Cientistas exibem muita cautela, porém, em demonstrar otimismo, porque temem que um volume significativo de recursos seja contingenciado, como ocorreu em anos recentes. E na agência de fomento paulista, que é maior que as do governo federal, a quantidade de projetos de pesquisa não cresceu na mesma proporção do dinheiro, culpa sobretudo do impacto da pandemia.

No vácuo da falta de verbas do CNPq, as chamadas FAPs (fundações estaduais de amparo à pesquisa) começaram a ganhar mais protagonismo no financiamento à ciência.

“No ano passado todas elas juntas executar cerca de 3,5 bilhões, mais que o triplo do CNPq”, afirma o economista Fábio Guedes Gomes, presidente da FAP de Alagoas.

Gomes também é secretário-executivo da ICTP (Iniciativa para Ciência e Tecnologia no Parlamento), articulação acadêmica para proteger os recursos do setor em diálogo com o Congresso Nacional. Segundo ele, o grupo está trabalhando com deputados para recompor parte do orçamento perdido do CNPq, que é uma das frentes mais estranguladas do sistema federal de ciência e tecnologia.

“As fundações estaduais têm cumprido seu papel, mas não podem, claro, substituir a função do governo federal. Existem hoje muitos estudantes de pós-graduação sem bolsa de mestrado e doutorado, e boa parte dos estados têm comunidade acadêmica grande, que sofreu muito com o corte profundo e o contingenciamento de 2016 a 2021”, finaliza.

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