Política
Carta de Flávio aos EUA inclui proposta para restringir integração do Pix

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em defesa do Pix. No texto, ele critica a possibilidade de novas sanções contra o Brasil e compromete-se a atuar no campo legislativo para garantir que o sistema brasileiro de pagamentos não seja vinculado a redes internacionais de liquidação vistas como “não ocidentais“.
No documento, o parlamentar declara que uma eventual tarifa sobre produtos brasileiros não resolveria as preocupações destacadas por Washington em relação ao sistema de pagamentos e poderia ainda impactar negativamente os investimentos dos Estados Unidos no Brasil.
Uma parte da carta enfatiza que aplicar uma sanção ou tarifa é a abordagem incorreta, pois não modifica a estrutura do sistema de pagamentos e prejudica os investimentos americanos.
Flávio argumenta que o Pix não deve ser considerado um concorrente direto das empresas privadas de pagamento, como aqueles que fornecem cartões de crédito e débito. Ele aponta que esses instrumentos oferecem serviços que o sistema brasileiro não substitui, como crédito ao consumidor, financiamento, proteção em disputas e mecanismos de reembolso.
O senador também classificou como exageradas as suspeitas de conflito de interesse levantadas pelo governo de Donald Trump. Para reforçar o argumento, citou o FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
“O Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, não uma empresa comercial concorrente”, afirmou Flávio no documento.
O parlamentar também apresenta o Pix como um dos marcos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação dele, o crescimento do sistema não impediu a expansão das transações com cartões de empresas dos Estados Unidos no Brasil. Flávio argumenta ainda que a formalização de dezenas de milhões de brasileiros ampliou o mercado consumidor para companhias americanas, especialmente nos setores de comércio eletrônico, plataformas digitais e fintechs.




