Política

Petrolina: o que se esperar de vereadores despreparados?

Camara de vereadores submissa

A sessão desta quinta-feira (5) na Câmara Municipal de Petrolina revelou mais uma vez as fraquezas que prejudicam o debate público na cidade. De um lado, vereadores da base do prefeito Simão Durando agem como se fossem uma extensão do Executivo; do outro, uma oposição barulhenta, mas sem muita organização, representada por figuras como o vereador Ronaldo Silva, que prefere fazer espetáculo do que discutir de verdade.

É, no mínimo, estranho — para não dizer preocupante — que uma cidade como Petrolina, que tem uma das maiores arrecadações do interior do Nordeste, precise pegar um empréstimo de R$ 800 milhões com garantias da União para conseguir investir em projetos considerados prioridade, como mobilidade, saúde e educação.

A cidade gera valores consideráveis em transferências do governo federal, ICMS, ISS e outras fontes de receita própria. Portanto, onde se encontra uma administração eficaz desses recursos? Por que a administração municipal precisa contrair dívidas com as gerações futuras para fazer investimentos que, teoricamente, já deveriam estar previstos no planejamento financeiro?

O empréstimo pode estar servindo mais como uma estratégia eleitoral, com projetos de grande impacto e retorno imediato na imagem, do que como uma administração responsável e sustentável. E o mais preocupante: sem um debate aprofundado e técnico no Legislativo, a proposta foi aprovada com uma esmagadora maioria de 19 votos a favor contra apenas 3 contrários, evidenciando o nível de submissão da base de apoio ao prefeito.

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