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Abstinência : Petrolina é uma cidade viciada na família Coelho

O que é um vício? É a dependência física ou psicológica que faz alguém buscar o consumo excessivo de uma substância.Mania; costume de fazer sempre a mesma coisa.

Pois bem! já que estamos falando desse assunto, em Petrolina, um vício afetou e afeta até hoje uma grande parte da população desde os primeiros habitantes. A dependência da cidade na família Coelho. Tudo na cidade remete a eles. Ruas, Avenidas, postos de sáude, nome de parque e escolas. Mudar isso é difícil. Isso é sério, e perpassa os limites do absurdo.

É um problema social, de auto-estima.Pedir emprego, uma vaga no serviço público. Tem gente que passa quatro anos sem trabalhar esperando o retorno do grupo ao poder da prefeitura ou de uma secretária, só pra ter um emprego comissionado e um salário mensal. Isso é grave. Existem pessoas, que quando perto de um deles, se sente pequeno, rebaixado. O termo “doutor” se torna um hábito. Isso é muito estranho e as vezes mexe demais com os mais antigos. Pode mudar? Pode. No entanto, vai levar ainda um tempo.

Em “estado alfa”, alguns petrolinense às vezes nem pensam, apenas agem, e agem conforme o vício lhe conduz. Às vezes o vício é tão poderoso, que mesmo sem conviver com a família dos Coelhos, o viciado chega a defender com unhas e dentes aqueles que tem o sobrenome. E não importa se estava estudando fora, se não tem experiencia, se fala português ou não, a defesa é imediata. Uma afeição natural é criada.É incontrolável.

Você petrolinense ou adotado por ela já ouviu a frase: Se não fosse a família Coelho, Petrolina não seria o que é? Ou ainda aquela: os Coelhos é que sabem trabalhar? O vício e a dependência dos Coelhos em Petrolina é algo patológico, precisa ser estudado por John Craig Venter. A dependência é real.

Quem nunca viu antigos aliados que tinham se afastado voltarem correndo, precisando, implorando ajuda. Quem vicia, adora ver o viciado voltar pedindo arrego.  Graças a Deus que muitos de verdade se libertam e enxergam uma nova linha, um novo caminho. Tentar superar um vício, percorre os mesmos caminhos angustiantes do tormento que uma vítima passa ao tentar libertar-se do seu sequestrador. É como se a própria pessoa desenvolvesse a Síndrome de Estocolmo, mas ao invés de se afeiçoar ao sequestrador, afeiçoa-se ao seu vício.

Por isso que mesmo pisado, desvalorizado ou às vezes apenas ignorado, o viciado sempre volta. Mesmo sabendo que o sequestrador é mal, usa de armas psicológicas, o vício de estar perto fala mais alto. Alguém disse: mas eles é que tem o poder na mão, não se pode ir contra. É justamente esse o desejo. Inserir no cérebro da tal pessoa que sem eles não existe saída. Mas há saída.

O mundo está moderno, e modernizando-se cada vez mais. Os empregos hoje não tem donos, vale a capacidade, vale o currículo. Perseguições sempre existirão. Antigamente, mesmo sendo mal tratado em um emprego, o empregado mesmo demitido, ficava calado com medo de represálias, hoje não é mais assim, os tempos mudaram. Petrolina se liberta de pouco em pouco. Desapega que a vida flui.

 

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