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Petrolina: grupo de pais reclamam de Escola em tempo integral. Situação grave

A SEDUC falou muito, inclusive nas reuniões de pais feitas na escola de uma METODOLOGIA INOVADORA. Será que essa nova metodologia é sujeitar as crianças  a essas situações? Eis a questão!

Estamos em meio a uma realidade educacional caótica no município de Petrolina. Esse ano de 2019 a administração municipal anunciou (estrondosamente) a abertura de 3 (três) escolas integrais, o que até então, é um avanço para a educação do município.

No entanto, os pais esperaram demais dessas novas escolas que foram tão propagadas pelo prefeito Miguel Coelho. Hoje, passados 30 dias de aula, a situação é simplesmente inaceitável na Escola Municipal Professor Anézio Leão.

Os pais estão angustiados com a situação da escola, pois além de um início tardio das aulas (o que alegam ser compensado por questão da carga horária que a criança passa na escola) as crianças estão sendo obrigadas a passar o dia inteiro numa sala de aula muito quente, com apenas um ventilador (que obviamente não comporta a demanda de uma sala com 30 crianças) e com dois ares-condicionados instalados que estão servindo apenas para enfeite nas paredes já que não funcionam.

As crianças chegam em casa diariamente se queixando do calor insuportável ao qual estão sendo submetidas. Sabemos que Petrolina é muito quente e, por isso, é sacrificante para as crianças uma situação dessas. Não tem como aprender nada.

“Meus filhos dizem que passam o tempo todo suando, a roupa fica até molhada, o suor escorrendo pelo rosto.
Além disso, ainda há falta de professores. Como pode em pleno final do mês de abril ainda estarem faltando professores de disciplinas essenciais como português e matemática? Inaceitável! Desorganização pura! As aulas eram pra ter iniciado sem faltar profissionais. Além de começar tarde, ainda faltando professores. Os alunos, sem dúvida, estão ficando no prejuízo”, alega uma mãe de aluna que cobra resposta da SEDUC.

Outra mãe se queixa do lanche e do almoço servidos na Escola. ” As crianças se queixam de que todo dia os lanches são biscoito com suco ou iogurte e o almoço de fazer vergonha, pois sempre é arroz e, além disso, segundo os próprios alunos a comida é muito pouca, não dá pra encher a barriga. Para ser uma escola de tempo integral, para ser referência na cidade, caberia ao menos um pouco de conforto para os nossos filhos já que passam o dia inteiro na escola”, desabafa.

A SEDUC falou muito, inclusive nas reuniões de pais feitas na escola de uma METODOLOGIA INOVADORA. Será que essa nova metodologia é sujeitar as crianças  a essas situações? Eis a questão!

Fica a pergunta: Até quando os alunos serão sujeitos a essa situação? As aulas iniciaram dia 13 de março e até agora nada foi resolvido. A escola passou um tempão em reforma, tempo suficiente para que a equipe responsável estivesse ciente de todos os problemas da escola. Não adiantou de nada!

Por que uma escola tão divulgada pelo prefeito Miguel Coelho ainda está numa situação dessas? Muito tempo para resolver e nada foi feito. Os pais estão clamando por providências. Segundo o grupo de pais, as crianças e até mesmo os professores não merecem ser tratados de uma forma tão desumana quanto essa.

“Por quanto tempo ainda teremos que esperar essas situações serem resolvidas? Queremos providências imediatas. Já estamos cansados de promessas e ação que é bom, nada. Já estamos chegando no meio do ano e os únicos prejudicados nessa história toda são as crianças”, disse um dos pais responsável pelo movimento.

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