
Cada vez mais a Avenida 7 de Setembro , vem se firmando como “via da morte” em Petrolina. Não é para menos, ela já que foi a via pública que mais registrou mortes em decorrência de acidentes de trânsito no perímetro urbano do município. Essa triste realidade suscita na cidade um grande questionamento: a culpa é só dos motoristas, do poder público, ou dos dois? Afinal, o que fazer para a Avenida 7 de Setembro deixar esse triste título?
A solução para diminuir o alarmante número de acidentes na via e evitar que se percam tantas vidas no local poderia ser, entre outras medidas, a instalação do acostamento e a ciclovia. Não é por acaso que a maioria dos blogs da cidade estão falando a mesma linguagem. E hoje, 14 de janeiro, a Avenida Sete de Setembro, em Petrolina, foi palco de mais um acidente automobilístico. Desta vez, o fato aconteceu envolvendo um carro de passeio. Segundo informações, o condutor do automóvel teria tentado desviar de uma motocicleta e acabou perdendo o controle da direção, provocando o capotamento. Felizmente, não houve feridos.
Fatos recorrentes nos levam a pensar? Por que inauguraram uma pista tão perigosa sem as medidas de segurança?
Para diversos moradores dos bairros vizinhos à Avenida, o ponto mais crítico daquela via, é o trecho que vai da altura da Lagoa Manoel do Arroz, até ao posto São Francisco, que leva aos bairros da Zona Oeste, que é onde os motoristas e motociclistas desenvolvem uma maior velocidade em seus veículos.
“Não tem outro jeito de diminuir a velocidade nesse ponto, não há alternativa. O condutor é mais responsável quando há punição , pois ele sente no bolso se não cumprir com o que manda a lei. Isso é algo que tem que ser levado em consideração pelo poder público”, concluiu Anderson Rocha, morador do bairro Ouro Preto.
Nos últimos meses, e depois da duplicação, aconteceram dezenas de acidentes na via, que resultaram em pelo menos cinco vítimas fatais, que perderam suas vidas por conta dos choques com a mureta de proteção, ou por capotamento,ou ainda o choque com outro veículo, mas também por falta de investimentos do poder público em fiscalização e colocar o que está faltando no trecho,e que poderiam evitar muitas das tragédias.

