Política
Vereadores de Petrolina: conheça a situação de cada um na busca da reeleição
Com base nos dados da eleição passada, vamos explicar como está a situação de cada vereador que busca reeleição. Lembrando que, para uma eleição, se usa uma estratégia, porém, para uma reeleição, é outra estratégia totalmente diferente.

Pouca gente sabe, mas, nas eleições para vereador, nem sempre os candidatos mais votados são eleitos, e há outros com poucos votos que acabam conseguindo uma vaga. Isso acontece porque esses cargos têm uma regra específica e diferente das vagas para o executivo.
Os candidatos a prefeito, são eleitos com base em um sistema chamado de majoritário. Nessa modalidade eleitoral, é declarado vencedor quem obteve o maior número de votos válidos.
Com base nos dados da eleição passada, vamos explicar como está a situação de cada vereador que busca reeleição. Lembrando que, para uma eleição, se usa uma estratégia, porém, para uma reeleição, é outra estratégia totalmente diferente.

Manoel da Acosap (UB), foi o vereador mais votado na última eleição. Dono de um espólio eleitoral consolidado, ele quer a reeleição para seu quarto mandato. A situação de Manoel é confortável, tendo em vista, que seu trabalho foi bem avaliado por seus eleitores, em especial, a comunidade dos Agentes de Saúde de Petrolina. Na última eleição ele teve – 3.755 votos – 2,37%

Outro vereador que está bem cotado e que tem capital político consolidado, é Gaturiano Cigano (PV). Ficando em segundo lugar nas eleições de 2020, com 3.746 votos – 2,37%,Gaturiano expandiu seu território eleitoral, conseguiu vitórias importantes, sobrepujou perseguições políticas e agora, quer o terceiro mandato..

Em 2020,Gilberto Melo (UB), alcançou – 3.706 votos – 2,34%. Vem para a reeleição tentando o terceiro mandato. Tem trabalho importante no interior do município, foi secretário de agricultura, expandiu seu território eleitoral e disse estar pronto e com novas estratégias para 2024. No entanto, mais experiente, sabe que os últimos dois anos, a Câmara de Petrolina foi muito exposta devido a declarações infelizes de alguns de seus pares, no entanto, adiantou que será uma nova estratégia para uma nova eleição.
Edilsão do Trânsito (UB) – 3.511 votos – 2,22%. Se tem um vereador que sempre se reelege, esse é Edilson do Trânsito. Até hoje, nenhum dos seus pares entende a estratégia do vereador. Não faz caridade, pouco aparece, não é assistencialista e não distribui nada em se tratando de recursos financeiros. Não tem base consolidada, porém, sua forma de fazer política é um mistério. Se ele está confortável? Sim, está! Vem para a sua reeleição do mesmo modo que foi em 2020: calado..

Major Enfermeiro (PDT) – 3.388 votos – 2,14%. Assistencialista, bom de conversa e dono de um bom capital político. Porém, houve baixas nas suas últimas eleições. Perdeu território, viu seus amigos, que eram seus eleitores, se tornarem vereadores e, isso, abalou muito sua base eleitoral

Apesar de ter pronunciado falas nada agradáveis ao ouvido do eleitor em relação a salário de vereador, Maria Elena de Alencar (UB) obteve na última eleição 3.268 votos – 2,06%. No entanto, todos sabem que a vereadora fez e faz um bom trabalho como parlamentar. Sua maior base são seus familiares que, dentre outras atividades como empresários, exercem forte influência política dentro dos gabinetes em prefeituras no Vale do São Francisco

Apesar do forte apelo assistencialista que carrega consigo ao longo dos seus mandatos, Zenildo do Alto do Cocar (PDT), que obteve 3.257 votos – 2,06%, continuará sua jornada como vereador. Ao longo dos anos, se tornou uma figura icônica na Casa Plínio Amorim por conta dos seus discursos sem direcionamento. Deixou de ser apenas um líder comunitário e se firmou como vereador e, um dos mais antigos na Casa.

Aero Sim (PDT) – 3.196 votos – 2,02%. Até hoje nos perguntamos de onde veio tantos votos para o vereador? Até porque, ainda temos dúvidas quanto o assunto é a eleição desse rapaz. Não tem base, não tem liga, é absorto em todas as suas colocações e extremamente narcisista. A situação dele é confortável. No entanto, é uma pessoa dificílima e é distante de todos da Casa, porém, tem o apoio do grupo a que segue. Mesmo em situação confortável, Aero, perdeu muitos aliados, e por ser a mão que bate em favor do governo na Câmara, o vereador, fará uma campanha cheia de interrogações.

Outro que vem para a reeleição é Osório Siqueira (Republicanos) – 3.088 votos – 1,95%. Porém, está consciente de que esta , será uma eleição difícil. Diferente das outras eleições, em 2024, muitos e fortes concorrentes estão no território de Osório. Antigamente ele voava livremente, agora, muitos que nele votavam, se tornaram pré-candidatos. Isso indubitavelmente força Osório a fazer uma campanha mais otimista, mais profissional e mais sensível. Vendo a situação, o rapaz preparou novos terrenos, fez novas alianças e vem com força para permanecer na mesma cadeira.

Para muitos, a reeleição de dois vereadores serão as mais difíceis.Um deles é o vereador Wenderson Batista (PDT), que, na última eleição, surpreendeu a todos com os seus 3.011 votos – 1,90%. Porém, o jeito truculento de lidar com certas situações, afastaram o vereador de muita gente boa. Dizer que é bacharel em Direito e, agir com uma péssima educação, invalida todo conteúdo teórico. Sendo muito infantil, fez e disse coisas inadmissíveis para uma pessoa que recebeu a autoridade de legislar para uma cidade do porte de Petrolina. A situação de Wenderson Batista é muito desconfortável.

Outro que terá dias ruins pela frente é o vereador Ronaldo Silva (PSDB). Na última eleição, obteve 2.475 votos – 1,56%. Porém, como todos sabem, Silva, tem um grande problema: votos. Hoje, está numa situação confortável. Tem ao seu lado um grande padrinho que é Guilherme Coelho, tem o apoio da governadora que lhe cedeu muitas benesses, porém, transformar tudo isso em capital politico é um desafio para o vereador. Ele não tem a habilidade suficiente para transformar essa areia em vidro. Tá dificil.
O vereador Marquinhos do N Quatro (PSD), foi outra grande surpresa em 2020. Com seus – 2.196 votos – 1,39%, Marquinhos reacendeu a esperança para os moradores da área irrigada. Porém, há quem diga que o vereador é chamdo de “meninão” da Casa Plínio Amorim. O jeito desapegado , a falta de experiencia política, os trejeitos e jeitos na hora de votar coisa séria, afastou muitos dos seus pares. Marquinhos é avoado, leva tudo na brincadeira. É seu jeito. Foi ruim vereador? Não! No entanto, perdeu espaço, perdeu capital político e está com uma bomba na mão: reverter os erros cometidos, trazer de volta seus aliados e lutar por uma reeleição menos complicada.

Não foi surpresa ver o vereador Elismar Gonçalves (PSD) ser reeleito em 2020. Com 2.041 votos – 1,29%, ele renovou sua cadeira e assumiu seu terceiro mandato. Como no passado, sempre faz um trabalho de base consolidado. Tem a premissa de se dar bem com oposicionistas e situacionistas na Câmara. Situação bem confortável. No entanto, sabe que ,uitos candidatos se levantarão no seu entorno, na sua base eleitoral. Vem para a disputa, sabendo das dificuldades.

Já o vereador Alex de Jesus (Republicanos) – 1.824 votos – 1,15%, enfrenta um dos piores momentos em uma campanha. Apesar de arrotar que está bem, dentro da própria Igreja a que pertence, existe a desconfiança e a quebra de promessas, que continuamente é cobrada por parte de pastores e obreiros. Alex de Jesus, tem uma crise grave a se resolver dentro do grupo de obreiros, onde alguns deles, discordam da maneira absorta do pastor fazer política. O tamanho desse prejuízo ele só saberá no dia 6 de outubro.

Outro também que tem total consciencia que esta eleição não será nada fácil,é o Professor Gilmar Santos (PT) – 1.735 votos – 1,10%. Apesar de nesse momento toda a cúpula da federação PT, PCdo B e PV, apostarem na eleição como um só corpo, de longe, é fácil perceber que para os integrantes do Partido dos Trabalhadores e, que estão pré-candidatos, a montanha a ser escalada é mais íngrime do que se imaginava. A situação do vereador é confortável, porém, cheias de obstáculos, a começar, pelo próprio partido.

Parece que não, mas a situação de Marquinhos Amorim (Republicanos) – 1.615 votos – 1,02%, é confortável. Esses dias , visitando suas bases, descobrimos que o rapaz está bem avaliado. Porém, deverá focar sua campanha em outras áreas para conquistar capital eleitoral que não tinha em conta.

A escolha errada de Rodrigo Araujo (PDT) – 1.562 votos – 0,99%,poderá refletir negativamente nesta eleição de 2024. Os rumores de uma não reeleição ronda as bases do vereador que fez uma escolha errada aos se filiar ao PDT. O partido tem medalhões, se tornou um partido com nomes que tem excelentes votações e, como todos sabem, Rodrigo, tem capital político limitado.
Apesar de estar se achando confortável no novo partido ao qual se filiou, a vida política do Capitão Alencar (PP) – 1.539 votos – 0,97%, não é nada confortável. Sem uma base consolidada, o vereador, sabe que foi eleito pelo novo modo de fazer política que apresentou.Porém, passado os três ano e meio do mandato, ficou claro que o modo de fazer política é arcaico e baseado na lei do toma lá, dá cá. Vem sendo um vereador nota quatro, se comporta como uma lagartixa e é submisso ao governo. Nada de novo. Terá , assim como tantos, grande dificuldade na busca e conquista de votos

O vereador Josivaldo Barros (Republicanos) – 1.520 votos – 0,96%, tem como base principal os bairros periféricos, especialmente, os bairros de Jardim Petrópolis e São Gonçalo. Ao longo da legislatura e primeiro mandato, o vereador teve altos e baixos. No entanto, demonstrou estar pronto para novos desafios ao refazer o caminho e se tornar um bom legislador para Petrolina. Não é fácil se reinventar. Josivaldo vem para uma reeleição, sabedor que é um desafio que precisa ser vencido. Tem situação estável.
Todos sabem que o homem dos números é Ruy Wanderley (DC) – 1.450 votos – 0,92%. Porém, com s mudanças na regra eleitoral, Ruy sabe que, uma reeeleição, é sempre mais dificil. Por essa razão, fez questão de fazer um partido onde todos tem chances iguais de eleição. Fez uma legislatura sem entrar em bolas cruzadas, respeitou a imprensa, manteve seu capital eleitoral e conseguiu novos aliados. Segundo ele,a eleição será dificil, porém, acredita que se o seus partidários mergulharem de cabeça na campanha, as chances de fazer duas cadeiras está bem próxima. A situação do vereador é estável.

Com a vereadora Samara da Visão (PSD) – 1.269 votos – 0,80%, não basta apenas falar de votos. Vereadora de primeiro mandato, disse que os dois últimos anos na legislatura, foi tempo de se consolidar. Sabe que seu partido está cheio de bons nomes, porém, a expectativa da vereadora é grande e espera aumentar seu capital político conseguindo reeleição.
O vereador Diogo Hoffmann (UB) – 1.214 votos – 0,77%, tem uma dificil missão como todos os outros vereadores: a reeleição. Porém, para o rapaz será um pouco mais dificil. Isso porquê, não houve o expandir de base ou a consolidação. Diogo é dono de votos flutuantes, aqueles que poucos sabem de onde vieram, são saltitados: em bairros diversos. Daí, a razão da preocupação. É um eleição diferenciada, ele é líder de governo, não foi pessoa notória na legislatura, tomou um pouco de forma quando foi chamado para a líderança do governo, porém, não teve tempo hábil para desenvolver um trabalho que o consolidasse como bom político e bom líder.

Sendo a mais nova vereadora de Petrolina, Lucinha Mota obteve 2.656 votos- 1,78%. Seu histórico de muitas lutas, foi coroado com o mandato que veio depois da cassação de Junior Gás. A vereadora, apesar do pouco tempo de plenário, demonstrou capacidade ímpar. Se impôs, vem fazendo uma legislatura exemplar, votou projetos importantes com muito altivismo, continuou sendo a mesma lucinha ativista e lutadora. Quer reeleição, tem capital político independente, está no PSDB. Situação confortável, porém, é preciso estar e continuar vigilante.




