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No País do tudo pode, Fernando Bezerra pede anulação de provas colhidas pela PF em seu gabinete

Os advogados do senador alegam que os objetos colhidos, como HDs de computadores, agendas, contratos como HDs de computadores, agendas, contratos e documentos não têm relevância para a investigação. Além disso, afirmam que os agentes não apresentaram a íntegra da decisão durante a busca.

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal), onde pede  que todo o material recolhido em seu gabinete pela Polícia Federal seja devolvido e classificado como prova ilícita na investigação que apura suposto recebimento de propina de construtoras.

No pedido enviado por seus (caros) advogados nesta terça-feira (24),a junta de advogados argumentou que não se  respeitou  os limites estabelecidos na decisão assinada pelo ministro Luis Roberto Barroso, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, no último dia 19.

Os advogados do senador alegam que os objetos colhidos, como HDs de computadores, agendas, contratos como HDs de computadores, agendas, contratos e documentos não têm relevância para a investigação. Além disso, afirmam que os agentes não apresentaram a íntegra da decisão durante a busca.

Para a defesa, as provas obtidas no Senado Federal foram “ilicitamente adquiridas” e a diligência contrariou a regra constitucional de inviolabilidade de domicílio. “As provas ilicitamente incorporadas ao processo devem, portanto, ser desentranhadas dos autos”, defendem.

Caso o pedido não seja aceito pelo ministro, a defesa pede que a Polícia Judiciária seja impedida de ter acesso ao material recolhido, enquanto não seja feita uma triagem perante ao STF. Os fatos investigados estão ligados à época em que Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sobre supostos pagamentos feitos por quatro empreiteiras: OAS,Constremac, Barbosa Mello e S.A Paulista. Segundo os delatores, os repasses ao senador somam R$ 5,5 milhões.

Ainda neste dia uma comitiva de senadores liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se queixou ao presidente do STF, Dias Toffoli, sobre a realização de busca e apreensão no gabinete de Bezerra Coelho. Já a Mesa do Senado também pediu ao STF que a análise dos objetos seja suspensa. A Advocacia-Geral da Casa quer a imediata devolução do material, com o julgamento do caso pelo plenário, composto pelos 11 ministros do Supremo.

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