
A redução de 5,58% no preço do gás de cozinha, válida a partir deste sábado (9), conforme anunciado pela Petrobrás, ainda não chegou ao consumidor final no Vale do São Francisco. Embora a petroleira tenha divulgado que queda R$ 0,25 por kg de gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras, o desconto ainda não está sendo repassado em revendedoras na manhã deste domingo (10). Se aplicada, a redução média no preço do botijão deve ser de R$ 3,25.
Pouco antes da hora do almoço, quando muitos clientes recorrem às distribuidoras para adquirir o produto,revendedoras na região da Zona oeste de Petrolina , revendiam o botijão de 13 kg a R$ 105,00, mesmo preço do dia anterior. O gerente da unidade, Sandro Aguiar, afirma que a empresa ainda tem muito estoque do produto e que, só no decorrer da próxima semana, deve receber o gás com valor reajustado. No entanto, ele disse acreditar que o consumidor não deve sentir a queda de preço.. “Em 10 anos de trabalho, nunca vi a redução chegar a mais do que alguns centavos para a gente, mas quando é aumento chega rapidinho”, relatou.
Carlos Almeida , proprietário de uma revendedora de gás no bairro Pedro Raimundo, nega que a redução já tenha sido repassada para os botijões à venda neste domingo. Ele vende o botijão a R$ 110 , mesmo preço do dia anterior. O empresário disse não acreditar que o reajuste chegará ao cliente final. “Acho uma sacanagem, porque essa queda de preço só acontece nas refinarias e nunca chega ao consumidor”, afirmou.
Na Zona Norte, o repasse também não foi feito ao consumidor de duas revendedoras ouvidas pela reportagem. Em um estabelecimento do bairro José e Maria , o gás continua a ser vendido a R$ 110, sem reajustes. Já na Areia Branca , o funcionário de uma distribuidora declarou que “não faz ideia de quando o preço vai baixar”. No local, o botijão custa R$ 115,00.
Consumidor busca alternativas
Com a escalada do preço nos últimos meses, o gerente Lucas Araújo relatou ter sentido uma queda de até 50% na revenda do gás de cozinha devido aos constantes aumentos do insumo. “Antes eu tinha clientes que compravam gás a cada 30 dias. Agora estão pedindo o botijão há cada 2 meses. O pessoal vai deixando de assar um bolo. Já não faz mais a lasanha do fim de semana. Tudo para economizar ao máximo”, observou.
Além de reduzir o uso do forno, quem cozinha diariamente tem buscado outras alternativas para gastar menos gás no dia a dia. É o que tem feito a professora Sandra Silva, 36. “Agora só cozinho feijão à lenha aos finais de semana, e já faço uma quantidade que dá para a semana inteira. Estou deixando de fazer bolo, de assar pão. Faço uma quantidade boa de arroz pré-cozido, porque depois só coloco a segunda água e com isso, o gasto é menor. Estou usando o mergulhão (ebulidor) para fazer café, apesar que a conta de luz também está salgada”, revelou.



