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Adeus, meu São João! Minha fogueira agora é pequena. São João eletrônico é a novidade
Há tempos que os nossos pequenos arraiás naquela pequena cidade, com comidas típicas e fogueira na porta de casa, deixaram de ser referência no assunto São João. A festa transformou-se em um período de movimentação de grandes investimentos, configurando uma verdadeira indústria.

O mês de junho está chegando, e, com ele, os festejos de São João. Ainda assim, a discussão sobre a nova configuração da festa, é questionável . Ano após ano, as tradições nordestinas estão sendo esquecidas, ou jogadas de lado, e os verdadeiros atores protagonistas da festa,são postos à margem, e nos seus lugares, atores coadjuvantes vindo de outros estados e, com suas tradições, se apossam do espaço que era deles.
Assim, o forró, o xaxado, a quadrilha junina e a chinela, vão sendo jogados para escanteio, enquanto ritmos como o sertanejo e o arrocha, e agora, o eletrônico, vão ganhando os palcos que as prefeituras montam.
Para não perder a audiência, e muito dinheiro, sobretudo dos mais jovens, os prefeitos contratam produtores que não estão aí e, nem chegando para a cultura. O que importa é atender ao gosto do cliente, e se ele ficar satisfeito, que se dane a cultura.
As discussões sobre o assunto da tradição e dos novos ritmos nas festas juninas, deu pano pra manga nas últimas semanas. Após o cantor e forrozeiro Santanna dizer que estão “violentando ” o São João, muitos outros artistas também falaram sobre o caso.
O nítido desequilíbrio entre as contratações em Caruaru e Petrolina, cidades que oferecem um São João de peso,demonstram que o povo nordestino está sendo deixado de lado.E a culpa recai principalmente no empresariado que, em comum acordo com alguns gestores, só aceitam o artista nordestino, se com ele for contratado outro artista que faz parte do grupo de sua empresa.
É óbvio que não estamos dizendo que os grupos de ritmo sertanejo ou eletrônico são ruins, há gosto para tudo. No entanto, isso não representa o pedido legítimo do público. As rádios e a mídia como um todo, são pagas pelos empresários dos artistas sertanejos de janeiro a dezembro para executar suas músicas. Como os forrozeiros em sua grande maioria não tem um poder aquisitivo que dê frente ao empresariado e seus muitos dinheiros, o autêntico forró, sai perdendo logo na largada. A mídia tem o poder de induzir o gosto por essa ou aquela canção, aquele ou aquela artista.Fato.
Há tempos que os nossos pequenos arraiás naquela pequena cidade, com comidas típicas e fogueira na porta de casa, deixaram de ser referência no assunto São João. A festa transformou-se em um período de movimentação de grandes investimentos, configurando uma verdadeira indústria. Adeus, meu São João.


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