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Laudo da Justiça Federal aponta que Adélio Bispo tem doença mental

Documento atesta que autor da facada que feriu gravemente o agora presidente Jair Bolsonaro não pode ser penalizado criminalmente pelo ato

Um laudo feito por peritos indicados pela Justiça Federal atestou que Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada que feriu gravemente o agora presidente Jair Bolsonaro em 2018, sofre de uma doença mental. As informações foram obtidas pela TV Globo .

De acordo com o documento, Adélio não poderá responder criminalmente pelos seus atos, uma vez. Ele está preso provisioriamente desde o dia do crime e já foi denunciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, mas ainda não foi julgado.

O primeiro inquérito da PF concluiu que Adelio agiu sozinho no dia 6 de setembro, quando esfaqueou  Bolsonaro  . Segundo as investigações a motivação do agressor “foi indubitavelmente política”. Porém, não se sabe ainda quem estaria por trás da sua defesa.

A partir de então, um segundo inquérito , em andamento, foi aberto para dar continuidade às apurações. O objetivo deste era comprovar a “participação de terceiros ou grupos criminosos” no atentado ao político. Após a facada em Bolsonaro , o agora presidente eleito foi submetido a duas cirurgias por conta do golpe sofrido no abdômen e ficou internado por 23 dias.

Ao receber a denúncia, o juiz Savino considerou que o agressor cometeu “grave e inegável lesão ao regime democrático” ao “tentar impedir” que os eleitores identificados com Bolsonaro fizessem valer seus votos.

“Não há dúvidas de que o atentado pessoal do qual o candidato Jair Bolsonaro  foi vítima efetivamente provocou irreparável desequilíbrio no processo eleitoral democrático brasileiro, não somente por afastar das campanhas de rua e debates eleitorais o candidato líder em pesquisas de intenção de voto, mas também por estremecer a garantia do princípio democrático da liberdade de consciência e escolha”, escreveu o juiz.

O magistrado destaca ainda que Adelio Bispo disse, logo após ser preso em flagrante, que agiu por “duas motivações”: “uma de ordem religiosa e outra de ordem política”. “A respeito dessa última, disse que ‘defende a ideologia de esquerda, enquanto o candidato Jair Bolsonaro defende ideologia diametralmente oposta, ou seja, de extrema direita'”, relatou o juiz.

Adélio Bispo foi o autor da facada Jair Bolsonaro durante um comício na cidade de Juiz de Fora no dia 6 de setembro de 2018, ainda antes do primeiro turno. Ele foi acusado de prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. Inicialmente, a Polícia Federal  concluiu que ele agiu sozinho e que a motivação foi “indubitavelmente política”, mas agora investiga quem está pagando seu advogado de defesa.

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