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Dia da padroeira Rainha dos Anjos: de quê adianta iluminar a catedral de Petrolina e outros pontos, se quem manda são os moradores em situação de rua?
Assaltos, empurrões em idosos, atos de violência e vários outros crimes acontecem todos os dias exatamente nesses lugares que ainda precisam de iluminação adequada. A prefeitura de Petrolina não tem tomado medidas eficazes para resolver essa situação. Se você passar agora pela Praça Dom Malan, vai ver quem realmente manda na região.

Durante o mês de agosto, os monumentos públicos de Petrolina serão iluminados em azul, em homenagem à Padroeira Nossa Senhora Rainha dos Anjos. Essa iluminação especial estará disponível para apreciação de toda a população em diversos pontos da cidade. A partir das 18 horas, lugares como a Ponte Presidente Dutra, o Viaduto dos Barranqueiros, a Igreja Catedral do Sagrado Coração de Jesus, a sede da Prefeitura de Petrolina e o Monumento do Centenário ganharão visibilidade com a nova iluminação.
Essa iniciativa é promovida anualmente pela Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil (Sespu). Neste período, a comunidade católica de Petrolina realiza o tradicional Novenário em celebração à padroeira. A programação começou na última terça-feira, dia 5, e segue até o feriado do dia 15, contando com missas na catedral, procissões, além de quermesses, apresentações culturais e shows na Praça Dom Malan.
Mas do que adianta iluminar?
Assaltos, empurrões em idosos, atos de violência e vários outros crimes acontecem todos os dias exatamente nesses lugares que ainda precisam de iluminação adequada. A prefeitura de Petrolina não tem tomado medidas eficazes para resolver essa situação. Se você passar agora pela Praça Dom Malan, vai ver quem realmente manda na região.
Precisamos deixar claro: a presença de moradores de rua no centro de Petrolina virou um problema social e urbano sério, que exige uma ação rápida das autoridades responsáveis. Sabemos e reconhecemos que essas pessoas têm direito de ser tratadas com respeito, mas o que vemos atualmente é um abandono total por parte do poder público, especialmente na organização e conservação dos principais espaços públicos da cidade.
O centro de Petrolina, que é considerado o cartão-postal, está passando por uma situação difícil. As praças do Malan e Maria Auxiliadora, que deveriam ser espaços de convivência, lazer e descanso, têm sido ocupadas por muitas pessoas em situação de rua. Isso acaba afetando não só a beleza do local, mas também a segurança dos pedestres, a circulação na região e o funcionamento do comércio local. É comum ver comerciantes e clientes se sentindo inseguros e assustados, enfrentando dificuldades para manter suas atividades diante desse cenário.
Na concha acústica, um dos lugares mais emblemáticos da cidade, o contraste salta aos olhos. Quem circula por ali entre 6 e 9 da manhã, especialmente no início da semana, encontra uma cena impactante: dezenas de pessoas repousando no palco, acomodadas em colchonetes improvisados ou diretamente no piso frio. A intenção não é desmerecer o direito dessas pessoas ao acolhimento. Pelo contrário, trata-se de exigir que esse acolhimento seja oferecido de maneira digna e estruturada, com suporte em áreas essenciais como assistência social, saúde, alimentação, abrigo e, acima de tudo, a chance de reconstruir suas vidas.
A omissão não pode persistir. Ignorar a existência do problema é inaceitável.


