Política
A ressaca pós-eleição que deixou muitos com enxaqueca eleitoral em Petrolina

Uma das piores coisas que existem é a famosa ressaca! Para quem não está familiarizado, a ressaca é um conjunto de sintomas físicos e mentais que aparece após um consumo excessivo de álcool. Isso ocorre devido a um desequilíbrio no corpo, resultando em desidratação, aumento da atividade hepática e alterações no sistema nervoso.

Entretanto, durante este período de eleições, o que se observa é uma multidão se embriagando com a intoxicante bebida que é a política. Cada um defende seu partido, cada um aposta em seu candidato. A intensidade dessa “bebida” aumenta com as campanhas, e até mesmo debates fervorosos podem emergir, à medida que as pessoas acreditam que seu candidato é o melhor.
A revelação dos eleitos só ocorre após a contagem dos votos. Para os vitoriosos, a sensação é semelhante à celebração da “Chanucá”, a festividade judaica conhecida como “Festival das Luzes”, que se estende por oito dias. Já para aqueles cujos candidatos não triunfaram, a ressaca eleitoral pode se prolongar muito além desse período, chegando a durar até quatro anos. Para muitos, a dor de perder uma eleição é realmente devastadora.
Em Petrolina, a cidade está sentindo os efeitos dessa ressaca eleitoral. Neste segundo dia após as eleições, muitos ainda se encontram insatisfeitos, lamentando e atribuindo a culpa a seus candidatos e suas equipes. Na primeira sessão da Câmara Municipal pós-eleição, a presença no Plenário foi escassa. Alguns líderes partidários acreditam que a baixa no quórum se deve ao desânimo de vereadores que não conseguiram a reeleição, além das discussões sobre alianças futuras. No entanto, as lideranças se reuniram na tentativa de reviver a agenda de votações desta legislatura.
O negócio é o seguinte: toque o barco, que daqui a dois anos, tem mais dessa cachaça!
Cauby Fernandes




