Política

Petrolina: 5 desafios para Simão Durando poder conseguir reeleição

Em Petrolina, Simão Durando, prefeito que era vice e assumiu por conta de renúncia do antigo mandatário, precisa lidar com diversos gargalos e 5 desafios aparecem como prioridades, caso Simão queira ser reeleito.

Uma boa gestão aumenta a probabilidade de reeleição de um prefeito? Prefeitos envolvidos em crimes ou irregularidades são punidos pelo eleitor? Prefeitos que tiveram projetos premiados em concurso foram também premiados pelas urnas? O equilíbrio fiscal dá votos? Ou será o sucesso eleitoral determinado por fatores?
Políticos (o partido ou coligação, o apoio do governador ou do presidente)? Estas são algumas perguntas que pairam na cabeça de políticos que buscam reeleição. Vamos tentar responder.

A eventual constatação de que uma má ou boa desempenho administrativa reduz, como também aumenta, a probabilidade de reeleição de um prefeito seria um indicador de que o processo democrático e eleitoral do país apresenta algum grau de eficiência na seleção dos melhores políticos.

Em Petrolina, Simão Durando, prefeito que era vice e assumiu por conta de renúncia do antigo mandatário, precisa lidar com diversos gargalos e 5 desafios aparecem como prioridades, caso Simão queira ser reeleito. São eles:

Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina | LinkedIn1 – Lidar com a demanda reprimida na saúde

Hoje a cidade tem um cenário muito mais difícil do que já era, com uma demanda reprimida que se tornou gigantesca. A pandemia gerou consequências com as quais o prefeito precisa lidar nos próximos anos. A primeira é o aumento na demanda por exames e consultas por pessoas que adiaram esses procedimentos nos últimos anos devido à pandemia. A espera para esses procedimentos com especialistas já era longa antes da pandemia — em Petrolina, as filas para marcar exames no Centro de Especialidades Médicas se tornaram grande dor de cabeça para a saúde.

Secretaria de Educação de Petrolina anuncia mudança na data das matrículas  para alunos do Nova Semente | Petrolina e Região | G12 – Ampliar as vagas de creches

Na área de educação, o município lida com situações muito diversas. Um dos principais desafios em termos de educação, que é de responsabilidade do município, é ampliar o número de vagas de creches — justamente algo que exige muitos recursos.

É um dos problemas mais difíceis de resolver porque creche custa mais caro. São necessários espaço físico, equipamentos como berço e locais para troca de roupas, além de mais pessoal qualificado, porque são bebês, crianças muito pequenas, as turmas não podem ser numerosas.

Vale salientar que políticas de primeira infância são fundamentais para o desenvolvimento do aprendizado e de habilidades que serão necessárias no futuro. É bastante sério que esse direito não seja garantido.

A falta de vagas leva a problemas como insegurança alimentar e riscos físicos para as crianças, porque muitas das famílias são obrigadas a deixar os pequenos em situações informais e precárias de cuidado para poderem trabalhar.

O exemplo de Petrolina no transporte público3 – Melhorar a mobilidade e financiar o transporte coletivo

Nos últimos 10 anos, o sistema de transporte coletivo de Petrolina perdeu 31% de seus passageiros. Mas esse não é um fenômeno apenas da capital do sertão. Grandes cidades do Brasil e do mundo, como São Paulo, também têm visto o número de passageiros diminuir nos últimos anos — e a tendência é que esse cenário se agrave.

A explicação passa por uma maior oferta de aplicativos de transporte, como o Uber e 99, serviço que em muitas cidades não é regulado. Mas, no caso petrolinense, também passa pela baixa qualidade do serviço do transporte coletivo: ônibus demorados, superlotados que ficam horas presos em congestionamentos cada vez mais comuns em Petrolina. Vale lembrar que o transporte é financiado pela tarifa cobrada dos passageiros. Como o número de passageiros tem caído, os recursos vão ficar cada vez menores.

Beneficiários do 'Minha Casa, Minha Vida' em Petrolina negociam venda de  imóveis na internet; Prefeitura fecha cerco | Blog do Carlos Britto4- Moradia e urbanização de bairros populares

A política habitacional no Brasil fomenta historicamente a construção de casas, que depois serão financiadas à população por meio de subsídios bancados pelo poder público.

Nas últimas décadas, essa estratégia, além de não resolver as necessidades habitacionais, criou uma série de problemas: bairros dormitórios com milhares de casas e prédios, longe dos centros das cidades e sem muita estrutura urbana, como comércio, escolas, hospitais e transporte público de qualidade. Além disso, milhares de pessoas ainda vivem em construções precárias, como áreas de risco.

Projeto voluntário leva atenção e respeito para moradores de rua de  Petrolina | Blog do Carlos Britto5- Crescimento da população em situação de rua

Entre 2021 e o ano passado, a população em situação de rua cresceu absurdamente em Petrolina, segundo um censo da prefeitura. Com a crise econômica gerada pela pandemia de COVID-19, é bem possível que essa população vulnerável tenha crescido não só em Petrolina, mas também em outras cidades em seu entorno.

O consultor Social Robson Rocha, em texto encaminhado à redação do blog, avaliou como negativa a posição do município de Petrolina no ranking que avalia o aumento da população de rua nos municípios pernambucanos.

Robson Rocha - Consultor - Instituto Aldeia Social | LinkedInDe acordo com Robson, os dados indicam que, a despeito da propaganda do Governo Municipal, os recursos destinados a cuidar dos menos favorecidos não vêm sendo aplicados corretamente: “O mais alarmante dessa situação é que não falta dinheiro para amparar essas pessoas. Em 2020, Petrolina recebeu quase 2 MILHÕES DE REAIS do Fundo Nacional da Assistência Social”, criticou.

Diferente do que mostra a propaganda da Prefeitura, Petrolina está em segundo lugar no ranking que avalia o aumento da população de rua nos municípios pernambucanos.  Apresentando um alto índice de crescimento desde 2018, a terra dos impossíveis apresenta um número alto de população em situação de rua e vulnerabilidade social. De acordo com um diagnóstico sobre migrantes, a cidade perde apenas para o município de Caruaru, segundo números revelados pelo Censo SUAS. 

 

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