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Sem forças:Gilmar Santos não seguirá bancada de oposição de Petrolina
Se os quatro vereadores de oposição não se unirem, a legislatura 2021/2024 para eles vai ser igual a ovo desonerado ou caldo de pedra...Sem força e estragado.

O enfraquecimento da oposição não é desejável em uma democracia. A popularidade que o governo Novo Tempo conquistou nos últimos anos, tem dificultado os trabalhos dos oposicionistas em Petrolina. Na última legislatura, a bancada de oposição na cidade era composta por cinco nomes que tentaram às duras penas se impor em meio a um cenário desfavorável. Infelizmente, as investidas da bancada oposicionista obtiveram resultados quase zero em relação as suas petições.
Esmagados pelo rolo compressor que foi usado pela bancada de situação, os oposicionistas não conseguiram barrar projetos ruins para a cidade, pedidos de urgências urgentíssimas que vinham à Casa legislativa em toque de caixa e, viram seu planos se desintegrarem rapidamente devido ao poder que estava na mão da bancada de situação. Foi terrível.
Agora, em 2021, vai ser pior do que na legislatura passada! Se com cinco vereadores era difícil, imagine com quatro? E para piorar, os oposicionistas já estão batendo cabeça com uma simples escolha do nome do líder da bancada.
Gilmar Santos (PT) reclamou com Elismar Gonçalves (Podemos), e disse que o mesmo é ausente e não participa das reuniões da bancada. O petista se pronunciou lamentando o ocorrido e disse que vai fazer seu trabalho como sempre fez.
Ovo desonerado
Vale lembrar que a bancada de oposição é muito pequena em números. São apenas 4 vereadores contra 19 de situação. Como de diria Galvão Bueno: virou goleada!
Se os quatro vereadores de oposição não se unirem, a legislatura 2021/2024 para eles vai ser igual a ovo desonerado…Sem força e estragado.
Gilmar Santos não seguirá com os vereadores. Veja a nota:
NOTA PÚBLICA
“O Vereador, Professor Gilmar Santos (PT), representando o Mandato Coletivo, vem informar à imprensa e à população de Petrolina em geral, que após diversas tentativas de construção para um grupo de oposição crítico, responsável e propositivo para representar os interesses da nossa população, apontando as contradições da atual gestão, fiscalizando o mau uso na aplicação dos recursos públicos e apresentando propostas que elevem a qualidade de vida dos nossos munícipes, não será possível seguir construindo com os três vereadores que se apresentam como oposição. Os motivos são os seguintes:
I – Para nós, do Mandato Coletivo, é de fundamental importância que vereadores de oposição assumam uma identidade de oposição, demonstrem que têm posicionamento crítico e responsável diante de projetos sem transparência, sem democracia e que atrasam a vida da nossa população. A gestão do Sr. vereador Osório Siqueira (MDB), durante 10 anos na Câmara Municipal deixou rastros de grande irresponsabilidade, autoritarismo, manobras, desrespeito à participação popular e até mesmo contra os vereadores de oposição, quando tiveram por várias vezes os microfones cortados para não debaterem os temas de interesse público e evitar críticas à gestão municipal. O Sr. vereador Aerolande Cruz (MDB), atual gestor, ao longo dos últimos quatro anos deu total apoio a tudo isso. Ao se candidatar para a presidência da Câmara, o vereador Aero não apresentou qualquer proposta, programa ou plano de gestão que pudesse servir de parâmetro para avaliação do seu compromisso com a Casa Plínio Amorim. Diante desses fatos, mantendo a nossa coerência, votamos contrário à sua chapa. Os demais vereadores de oposição tiveram posicionamentos que respeitamos, mas também questionamos. Um vereador votou sim, dois vereadores votaram em branco. Sabendo que o vereador Aero Cruz estaria eleito e conhecendo o seu histórico, porque votar sim? O mesmo vale para os vereadores que votaram em branco. Quem vota em branco expressa qual posição? E nesse sentido, questionamos qual identidade essa oposição terá? É possível confiar nessa oposição?
II – Considerando a nossa experiência no parlamento, nos colocamos à disposição do grupo para liderar a bancada. Um outro vereador também, o que é um direito. Tentamos por mais de 5 vezes reunir o grupo, inclusive até criamos um grupo de whatssap para facilitar a comunicação. Das cinco tentativas conseguimos reunir três vereadores em dois encontros, e na terceira reunião, onde se definiu o nome, estávamos apenas em dois vereadores, Eu e o vereador Antônio Marcos da Conceição Costa (Marquinhos do N4 – PODEMOS) — a vereadora Samara Mirely de Moura (Samara da Visão – PSD, justificou uma urgência de saúde). Em nenhuma dessas reuniões houve qualquer esforço do vereador Elismar Gonçalves (PODEMOS) para estar presente. Para nós é muito estranho que um grupo seja construído e as decisões tomadas sem a efetiva participação dos seus membros. Somado a isso, a própria dificuldade de comunicação interna já sinaliza grande fragilidade para essa construção inicial.
III – Ao longo das tentativas de construção com o grupo e pensando coletivamente, apresentamos proposta de rodízio da liderança, onde a cada ano um membro do grupo assumiria o cargo. Nesse sentido, poderíamos oportunizar a todos e, principalmente à única mulher do grupo esse espaço. A proposta foi inicialmente aceita pelos três vereadores (Gilmar, Samara e Marquinhos) que participaram da reunião. Porém, na reunião seguinte, terça, dia 12, o vereador Marquinhos revisou a posição e não aceitou a proposta do rodízio. Sugeri, também, que a escolha fosse feita por sorteio. Houve também recusa do vereador. A vereadora Samara seguiu a posição do colega e votou nele para ser o líder nesse primeiro ano. Respeitamos a decisão. Porém, houve impasse sobre a proposta de rodízio, já que a vereadora Samara tinha posição favorável. Diante da ausência do vereador Elismar agendamos nova reunião para esta quarta, dia 13. O vereador Elismar mais uma vez não compareceu, o que não foi surpresa. O vereador Marquinhos me comunicou que a vereadora Samara e o vereador Elismar não estavam de acordo com o sistema de rodízio. Respeitamos a decisão e compreendemos que não há interesse dos três vereadores em construir consensos a partir de condições razoáveis, mas em se fazer uma maioria que decide sem pensar no coletivo, inclusive com decisões até mesmo sem a presença de quem está decidindo. Para nós é um péssimo começo.
IV – A partir das razões apresentadas continuaremos a nossa atuação enquanto oposição, digna da palavra, construindo propostas para mudar as condições de vida da população de Petrolina, mantendo a nossa coerência ideológica, o compromisso com a dignidade do nosso povo, e tendo a certeza de que não estaremos sozinhos: continuaremos construindo com a participação de trabalhadores e trabalhadoras, movimentos sociais e dos diversos coletivos, especialmente das nossas periferias. Sabendo que os três colegas são de partidos de direita, a quem desejamos boa sorte, seguiremos a nossa atuação por Petrolina, dialogando com todos os parlamentares e, principalmente, com a nossa população, enquanto Oposição de Esquerda.
Petrolina-PE, 13 de Janeiro de 2021
Vereador Gilmar Santos-PT
O mesmo que destituído, estragado, desfeito.
O ovo que eu cozinhei ontem, estava desonerado !





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