Política
A transformação do babão na política! Agora é Louvaminheiro!
Antigamente, éramos repugnados pelos babões, mas agora rimos deles e até admiramos o estilo de vida que levam.

É oficial! Até a falta de espírito crítico dos bajuladores na política ganhou um toque de sofisticação. Já não se chama de babâo mas, de louvaminheiro! Quem agora é o louvaminheiro oficial do prefeito de Petrolina?
Durante muito tempo, se alguém se denominava extremamente defensor de um grupo político,chamávamos de “boca preta”, “babão” e outros adjetivos nada cristãos. Com o advento da internet, isso foi se modificando e agora, quem baba é profissional louvaminheiro.
Nas redes sociais, como TikTok, YouTube Shorts e Instagram Reels, além das conversas nas esquinas, esses bajuladores se tornaram verdadeiras celebridades. Antes, sentíamos nojo e repulsa por aqueles que dedicavam suas vidas a adular quem está no poder, mas hoje acabamos rindo com eles (não deles) e, em certa medida, até admirando o estilo de vida que levam – resultado da ingrata tarefa de defender o indefensável e elogiar o que deveria ser uma obrigação de qualquer agente público: o trabalho.
Perguntas como “será que já almoçou?”, “será que está na sombra?” ou “será que está seguro?” não demonstram preocupação genuína com a saúde ou o bem-estar do prefeito ou da prefeita, mas sim com a própria facilidade que eles têm, principalmente, manter a chamada mamata. A gente até ri, pois a comédia é uma combinação simples de tragédia e tempo, mas isso não deveria acontecer. Transformar o bajulador em algo glamouroso é aceitar que a administração pública não é conduzida por pessoas competentes, mas por aquelas dispostas a ir mais longe para adular os poderosos.
O Louvaminheiro não é uma invenção recente; na verdade, essa figura sempre existiu. Ao longo da história, muitas pessoas celebraram as atrocidades cometidas por imperadores e imperatrizes. No entanto, nunca antes ser Louvaminheiro foi visto como uma profissão digna de aplausos e risadas.
Enquanto rimos e aplaudimos o Louvaminheiro, esquecemos o quão vazia pode ser a vida dele. Pense no estômago de quem depende apenas do setor público e da própria “puxação de saco” para sobreviver. E o mais preocupante: o Louvaminheiro não faz isso de graça – ele recebe algo em troca, o que muitas vezes compromete sua dignidade e gera prejuízo para o erário público. Um detalhe importante: não devemos confundir Louvaminheirocom apoiador.
Fica a reflexão para nós: é realmente engraçado o comportamento do babão, digo, do Louvaminheiro? E para os políticos, uma consideração: quem puxa saco pode acabar puxando tudo, inclusive o tapete.
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1.que encerra ou envolve louvaminha.“metáforas l.”
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2.adjetivo substantivo masculinoque ou aquele que é dado a louvaminhar; adulador, bajulador, louvaminho.“poeta l.”




