Política

Atenção eleitor! fique atento às candidaturas ficticias

No jargão político, as chamadas candidaturas que de nada servem” referem-se às candidaturas laranjas, às meramente ideológicas sem chances reais de sucesso, ou àquelas destinadas ao indeferimento por questões legais. Em Pernambuco, essa prática usada pelos partidos, não é de agora, não é novidade. Ainda que tecnicamente nenhuma candidatura válida seja considerada inútil no sistema eleitoral brasileiro, visto que todas contribuem para o quociente partidário, na prática das Eleições de 2026, três tipos de candidaturas se encaixam nessa percepção de falta de utilidade real para o eleitor ou para o preenchimento de cargos.

Por que partidos mantêm essas candidaturas?
  1. Preenchimento de Cotas: Sem os 30% de mulheres, o partido perde o direito de registrar todos os seus candidatos homens.
  2. Quociente Partidário: Cada voto nominal, por menor que seja, ajuda o partido a alcançar o número necessário para conseguir cadeiras no Congresso e nas Assembleias.
  3. Divisão do Fundo: Garante fatias de dinheiro público para diretórios regionais e negociações internas das siglas.
Tipos de candidaturas consideradas “sem utilidade” real:
  • Candidaturas “Laranja” de Gênero: São lançadas apenas para cumprir a cota obrigatória de 30% de mulheres estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Geralmente não recebem verba, não fazem campanha e terminam com votação zerada ou irrelevante. Serviram apenas para viabilizar a chapa dos candidatos homens. [
  • Candidaturas Fictícias para Fundo Eleitoral: Políticos que se candidatam exclusivamente para captar recursos do Fundo Eleitoral, direcionando contratos para empresas de parentes ou aliados, sem qualquer intenção real de vencer o pleito ou fazer uma campanha competitiva.
  • Candidaturas Inelegíveis (Juridicamente Nulas): Candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa ou que falharam em prazos de desincompatibilização. Insistem na campanha “sob júdice” para manter o capital político, mas os votos dados a eles são anulados e descartados se o registro for definitivamente indeferido. [
  • Candidaturas “Bucha de Canhão”: Candidatos sem nenhuma expressão pública que entram em disputas proporcionais (deputados) apenas para doar seus poucos votos ao partido. Servem apenas para puxar os “caciques” da legenda através do quociente eleitoral, sem chances de se elegerem.
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