Política
O erro de Odacy Amorim: é hora de passar o bastão mas, para quem?

Odacy Amorim se prepara para mais uma jornada rumo a mais uma candidatura. No entanto, questões relevantes precisam ser analisadas quanto a vida desse político. Odacy Amorim iniciou sua jornada na política como líder comunitário em Rajada, um distrito na zona rural de Petrolina.
Odacy Amorim deu início à sua carreira política ao se eleger vereador de Petrolina em 1992. Após o primeiro mandato, foi reeleito vereador da Casa Plínio Amorim por mais dois mandatos consecutivos. Em 2004, foi eleito vice-prefeito de Petrolina e, em 29 de dezembro de 2006, assumiu o comando da prefeitura após a renúncia de Fernando Bezerra Coelho.
Em 2010, conquistou o cargo de deputado estadual por Pernambuco, depois desse mandato, acumulou diversas derrotas na vida política. Pensando em avançar ainda mais na política, ele pretende disputar o cargo de deputado federal pelo partido Avante nas eleições de 2026.
São dezesseis anos longe de um mandato eletivo. Nas duas últimas eleições — para deputado estadual e, em seguida, como candidato a prefeito de Petrolina — Odacy Amorim mostrou dificuldade em articular estratégias bem-sucedidas. Na eleição para deputado, por exemplo, sua decisão de lançar a esposa, Dulci Amorim, como candidata a deputada federal acabou resultando na perda do mandato dela, apesar de ela ter grandes chances de reeleição no cargo que já ocupava.
Na última eleição para prefeito de Petrolina, ainda filiado ao PT, Odacy lançou sua candidatura acreditando que sua própria figura bastaria, fazendo questão de se desvincular da maior liderança do partido, o agora presidente Lula. Essa estratégia acabou se mostrando um grave equívoco. Mesmo tendo recebido quantias significativas do fundo eleitoral, conduziu uma campanha desastrosa e sofreu uma derrota contundente, terminando fora das primeiras posições e alcançando apenas 5,69% dos votos válidos. Um verdadeiro fiasco!
E surge a reflexão: não seria o momento de deixar de lado essa obsessão por ser candidato? De abandonar o constante desejo de ocupar o topo na vida pública? Talvez seja hora de considerar algo diferente?
A vaidade: Odacy Amorim, assim como muitos outros políticos, é um admirador da vaidade. Gosta de ser aplaudido e cercado de elogios, mas tem aversão àqueles que discordam dele. Isso nos leva a outra questão: quem será o seu sucessor? Quem herdará seu legado político? Os irmãos? Isso parece fora de cogitação. Odacy precisa se afastar dos holofotes da política e direcionar seus esforços para atuar nos bastidores. Chegou o momento de aceitar o crepúsculo de sua trajetória e de passar o bastão. Mas a quem?
Por Cauby Fernandes




