Política

AGU solicita ao STF que confirme o aumento do IOF

A iniciativa governamental concentra-se na conformidade constitucional de um decreto.

O ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, anunciou nesta terça-feira (1º) que o governo irá acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a validação do decreto que aumentava a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O anúncio ocorre após a AGU consultar a equipe econômica e fixar as premissas jurídicas do processo.

“Eu gostaria de lembrar aqui que essa decisão do presidente da República foi precedida de um amplo estudo técnico e jurídico solicitado a mim na semana passada”, afirmou Messias em coletiva de imprensa.

Derrubada do IOF escancara pressão do CongressoO governo decidiu recorrer ao Supremo Tribunal por meio de uma ADC (Ação Direta de Constitucionalidade). Essencialmente, esse recurso busca confirmar a validade do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que elevou a taxa do IOF.

“De maneira alguma estamos, neste instante, colocando em dúvida a interação sempre benéfica com o Congresso. É extremamente importante que as atribuições do chefe do Executivo sejam mantidas. A democracia exige que os Poderes atuem de forma autônoma”, declarou o ministro Jorge Messias.

Assim que for protocolado, a previsão é que o caso seja revisado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, já que ele está conduzindo uma análise de um caso similar.

Na semana passada, Lula solicitou que a AGU examinasse as opções legais para contestar a anulação do ato no Congresso, que completará uma semana na próxima quarta-feira (2).A equipe do ministério mostrou divisões ao considerar contestar a resolução do legislativo. Conforme reportado pela CNN, até mesmo a AGU alertou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os perigos políticos que uma eventual colisão com o Congresso poderia trazer.

A iniciativa do governo pode criar mais um ponto de tensão ao recorrer ao Judiciário, gerando uma nova crise com o legislativo, em um momento em que há um debate sobre a preservação das emendas favoráveis.

Questões relacionadas no STF
Além da iniciativa do governo, que ainda precisa ser registrada, o PSOL apresentou, na última sexta-feira (27), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ao Supremo, solicitando a revogação da decisão que foi aprovada pelo Congresso.“O Congresso Nacional ultrapassou os parâmetros da Constituição”, defende o partido, “ao anular o decreto presidencial sem qualquer prova de violação das normas constitucionais e legais.”

Por outro lado, o PL recorreu ao STF, em junho, contra as ordens do governo federal que elevaram o IOF.

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