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Êxodo rural: o fantasma das próximas décadas
A cada ano, a quantidade de habitantes no meio rural tem diminuído, principalmente entre os mais jovens. A vida no campo continua a existir em boa medida devido às gerações que vieram ao mundo nas décadas de 1950, 1960, 1980 e parte da década de 1990.

Fruto de sua população de mais de 212 milhões de habitantes, o Brasil há décadas, se tornou um forte mercado consumidor.No entanto, as regiões brasileiras, principalmente aquelas que tem o agro e a agricultura familiar como base do seu desenvolvimento, lidam com o desafio do êxodo rural.
Semelhante ao que aconteceu no passado, quando muitos abandonavam suas propriedades em busca de uma solução para a seca, a fome ou ainda por mudança de região, porém,nos dias atuais, os motivos são diferentes: a aspiração por educação superior entre os habitantes das áreas rurais, o avanço da tecnologia digital e a falta de políticas que incentivem o aumento da taxa de natalidade, considerando que os casais, em média, tendem a escolher ter apenas dois filhos. Esses motivos tem levado as autoridades a pensarem no assunto com mais sensibilidade.
A cada ano, a quantidade de habitantes no meio rural tem diminuído, principalmente entre os mais jovens. A vida no campo continua a existir em boa medida devido às gerações que vieram ao mundo nas décadas de 1950, 1960, 1980 e parte da década de 1990.
Neste ínterim, a agenda em análise pelo governo federal é a diminuição de despesas, visando equilibrar as finanças públicas, sem considerar a diminuição da população rural, que pode impactar diretamente a posição do Brasil como um participante significativo no consumo mundial.
O futuro
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A agricultura familiar envolve o trabalho de 10 milhões de pessoas no Brasil e é responsável por movimentar R$ 107 bilhões na economia, o que corresponde a 23% da toda a produção agropecuária do país.
O setor é formado por pequenos produtores rurais que, além de plantarem para o seu próprio sustento, levam comida fresca e saudável a outras famílias, pois produzem 60% das hortaliças que vão para as feiras e mercados.
Os dados são do último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), referentes ao ano de 2017. O próximo Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está previsto para começar em janeiro de 2026. O IBGE já começou as atividades preparatórias para o censo, que incluem: Elaboração do questionário, Teste do questionário, Prova piloto do questionário.
As divergencias entre gerações
É comum nesta atividade que a produção agrícola ou pecuária tenha começado com os bisavós, avós e pais dos pequenos agricultores.
No processo de sucessão familiar, a nova geração costuma, geralmente, propor novas ideias para levar mais eficiência à propriedade. Nem sempre a “velha guarda” aceita. Mas, com o tempo, as mudanças vão acontecendo.
No entanto, muitos jovens agricultores do país acabam esbarrando em outros entraves, como a dificuldade do acesso ao crédito e a falta de infraestrutura logística e de conectividade.
Com informações do Blog do Banana





