Política
Petrolina: grupos políticos se movimentam por cargos na prefeitura visando eleições de 2024
O cargo de comissão é um meio de controle que os políticos tem sobre as bases eleitorais

A politica petrolinense começa a mostrar seus movimentos em direção às eleições do ano que vem. Estamos vendo cargos comissionados sendo loteados para diversos grupos na cidade, que estão de olho nos votos dos eleitores que vão escolher seus novos legisladores , bem como, seu novo prefeito.
Pensando nisso e para manter uma base sólida de apoio ao governo, exonerações e nomeações estão acontecendo desde o inicio do ano. A intenção é manter presidentes partidários e seus partidos, ligados ao projeto do Executivo municipal que, visa (?), reconduzir Simão Durando, para mais 4 anos de mandato.
As secretarias estão prontas e já recebendo esses novos membros para trabalhar em suas salas. Esses novos nomes irão ocupara vagas na Educação,Saúde, Infraestrutura, Cultura, Autarquias, Governo, Fazenda, Ammpla e outros setores que são cheios de cargos comissionados.

O cargo de comissão é um meio de controle que os políticos tem sobre as bases eleitorais. A importância de controlar cargos do executivo, é a mais simples forma de influenciar sobre as decisões , e pode ser também, a condição para autorizar a entrega de serviços às bases.
No Brasil, a ascendência da política e, em particular, dos partidos políticos, sobre os cargos de nomeação, carregas marcas advindas de incentivos institucionais e traços de nossa formação histórica.
As regras que estruturam nosso sistema eleitoral incentivam a estratégias localistas e distributivistas aos políticos, além do personalismo.
É sintomático haver forte cobiça por controlar politicamente a nomeação para cargos municipais cuja lotação ocorre nas bases eleitorais dos parlamentares. Os cargos comissionados são uma das diferentes formas de ingressar no serviço público. Ainda que em caráter transitório, é possível receber bons salários e usufruir dos benefícios da função, enquanto durar o contrato. Com a fragmentação partidária, aumenta a competição política por poder. No mínimo, se amplia o número de lideranças políticas dispostas a se valerem dos recursos de poder conferido pelo controle de cargos.
É bom ressaltar que no processo de formação da estrutura partidária, as estratégias de ocupação dos cargos se caracterizaram pela mobilização de redes pessoais e políticas. De forma mais geral, alimentando a luta por cargos está o fato de ser o controle destes um meio para que os agentes políticos levem adiante suas preferências por políticas públicas.




