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O silencio sepulcral dentro das igrejas evangélicas pós derrota do Bolsonarismo

Usando o púlpito e altares espalhados pelo Brasil no intuito de diminuir a imagem de Lula, os evangélicos  tomaram partido, abraçaram o projeto de Bolsonaro, não mediram palavras nem esforços para passar a imagem que Lula sempref foi do mal. Agora, depois da vitória do petista, o silencio tomou conta de vários templos pelo País.

Até agora, passada as eleições 2022,  os pastores evangélicos  não sabem como explicar para o fiel como o Deus que está no comando de tudo, escolheu Lula e não Bolsonaro para ser presidente da nação.

Usando o púlpito e altares espalhados pelo Brasil no intuito de desferir golpes na imagem de Lula, os evangélicos  tomaram partido, abraçaram o projeto de Bolsonaro, não mediram palavras nem esforços para passar a imagem que Lula sempre foi do mal. Agora, depois da vitória do petista, o silencio tomou conta de vários templos pelo País. Será que Deus está dando uma lição na sua igreja?

É esse silêncio, ao menos nos assuntos mundanos da política, que se observa em templos evangélicos de todo o país. Com estratégia baseada em uma teologia de guerra do bem contra mal, na qual Bolsonaro seria o ungido por Deus, e Lula a representação maligna do inimigo de Deus, gerou-se a satanização, tanto do adversário, como até mesmo do ‘crente’ que discordava da orientação política do pastor. Agora, com a ‘vontade de Deus’ pela eleição do petista, há um dilema teológico entre os fiéis: em quem acreditar? Quem estava certo: Os pastores,Lula ou Bolsonaro?

O que temos visto é que a igreja evangélica  sai frustrada nesta eleição, que  em 2018, viveu o mesmo dilema, e agora mais ainda, pois jogaram todas as fichas na eleição do Bolsonaro.

Há um silencio sepulcral nos templos. Os evangélicos agora tem outro dilema a ser vencido: orar ou não por Lula? Pela Bíblia, é obrigação do cristão orar pelas autoridades constituidas. Se o cristão vive à luz do evangelho, orar por Lula em novo governo,é  ordem de Deus  e precisa ser obedecida.

Cauby Fernandes

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