Economia
É logo ali, virando a esquina! Entenda a força do comércio de bairro
Tem bairros que atraem a população de toda a cidade.

Padaria, quitanda, lojinha multicoisas: o comércio de bairro movimenta muito a economia no seu entorno! Hoje vamos falar sobre as oportunidades encontradas em negócios pequenos, planejados para atender as regiões onde estão localizados.
Na padaria da esquina, aquele cheiro de pão fresco; na lanchonete do seu Zé, o melhor sanduíche do bairro; no mercadinho a cinco quadras de distância, o vendedor que ajuda seus clientes – e amigos! – a levar as comprar até em casa. Tão acostumados com estes serviços à nossa disposição, muitas vezes não percebemos como as praças comerciais dos bairros são parte crucial na nossa economia.
No Brasil, o comércio local hoje é responsável por 52% dos empregos formais em todo o país e representa 95% de todas as empresas que temos por aqui. O impacto na economia é expressivo: cerca de 27% da riqueza nacional vem deste setor, segundo dados do SEBRAE. Mas o comércio de bairro não se garante só pelos números. Empresas que optam por se instalar em bairros com menor população têm como diferencial competitivo a comodidade, que está aliada a outro fator muito importante no processo de compra: a afetividade.
Em Petrolina, de acordo com a pesquisa, 39% da população da capital do sertão fez compras em minimercados, mercearias, feiras ou sacolões nos últimos 30 dias. Destes, 71% está sempre à procura de preços mais baixos quando vão fazer compras. Isso não significa dizer que a qualidade não é importante. No entanto, há outros fatores que balizam a compra: a proximidade do comércio e as ofertas especiais são o que mantém este público cativo das marcas de bairro.
Mas o comércio de bairro não se resume somente às microempresas. Na verdade, com a expansão das grandes cidades e o aumento populacional nas últimas décadas, diversas marcas têm encontrado uma oportunidade de crescimento longe dos grandes centros. A exemplo disso, é que os grandes varejistas e atacadões, estão localizados em bairros periféricos, trazendo preço baixo e comodidade àqueles que vão às compras.
5 ideias de negócios para abrir em um bairro pobre
Tem bairros que atraem a população de toda a cidade: aquele dos restaurantes famosos, a rua das compras de vestuário, o endereço estabelecido para profissionais liberais de sucesso.
Mas os bairros mais periféricos, os que podem ser considerados mais pobres, muitas vezes contam com carência de oferta de comércio e serviços. É de se pensar: se você se forma arquiteto, por exemplo, é melhor procurar o endereço badalado ou se estabelecer pela sua região mesmo? Há alguns pontos a considerar, especialmente se você estiver procurando um negócio mais barato para implantar.
Para facilitar a avaliação, vamos listar aqui algumas ideias de negócio que podem funcionar muito bem na sua região:
1. Atividades Liberais
Profissões como arquiteto, dentista e advogado são necessárias em todos os lugares – e em bairros com uma população grande a procura pode ser interessante, ainda mais se o profissional se envolver com a comunidade local e formar clientela. Para algumas destas profissões, o custo para abertura de uma empresa é baixo (consulte CNAE para sua atividade específica), uma vez que é possível estabelecer o negócio sem um espaço físico elaborado – e é cada dia mais comum advogados que não atendem em escritórios presenciais, por exemplo.
2. Alimentação
Empresas de alimentação também estão em alta, uma vez que é possível atender presencialmente ou apenas através de delivery, o que é o carro chefe do momento. O cliente do bairro prefere pedir da loja mais próxima, ainda mais se a qualidade for ótima! E é por aí que crescem as empresas que dão certo nesse ramo. Outro ponto importante é que a abertura de uma dark kitchen (esses restaurantes somente para entrega) é de baixo investimento!
3. Produtos e Serviços para animais domésticos
Além dos serviços dos profissionais liberais para atender as pessoas, como cuidados médicos ou dentistas, os veterinários costumam ser muito bem sucedidos nos bairros, bem como os pet shops. Isso tudo porque muita gente não circula tanto assim pela cidade, e não quer gastar um tempo longo no trajeto para levar seu cachorrinho para o banho ou para adquirir a ração do gato.
4. Serviços digitais
Tempos atrás quando a gente falava em serviços digitais estava indicando uma gráfica ou comércio de produtos de informática – mas não, não é isso. Agora há uma grande gama de serviços digitais que são indispensáveis para muitos tipos de negócios, e que por isso mesmo são um bom investimento, inclusive no bairro. Empresas de marketing digital, por exemplo, são muito buscadas para auxiliar até mesmo aquele comércio local, que precisa de presença online. E mesmo que você pense que a atividade digital essencialmente é realizada online, os clientes preferem estar geograficamente próximos dos fornecedores, mesmo que o contato pessoal seja pequeno.
5. Mercado da beleza
Lá no começo deste artigo a gente já falou do salão de beleza, lembra? Sim, é um serviço bem de bairro mesmo – quando sobra um tempinho, a cliente aparece para fazer a unha. Mas atualmente há uma série de serviços de beleza: profissionais especializados para sobrancelhas, maquiagem, consultoras de vendas porta a porta. Para abrir seu negócio neste setor também é importante ficar de olho nas novidades, que estão sempre surgindo.
Por que abrir um negócio em um bairro pobre é bom?
Como a gente já comentou, a abertura de um negócio de bairro tem algumas vantagens. A maior delas é uma clientela fiel. Isso porque as pessoas que frequentam o seu ponto são das redondezas, então acabam por retornar quando o serviço é bom e os produtos de qualidade. Da mesma forma como o mercadinho de bairro sobrevive com a existência dos hipermercados (que em geral praticam preços mais competitivos), outros negócios de interesse também recebem a mesma atenção.
Outro ponto legal é que o profissional que abre uma empresa no próprio bairro, tendo local externo de trabalho ou não, ganha em qualidade de vida. Pense só, você está perto de casa, não precisa enfrentar uma jornada de deslocamento, pode curtir mais a família – e pode você mesmo aproveitar os serviços disponíveis nos arredores também. É um ciclo de fortalecimento.
Como saber o tipo de negócio para abrir?
O legal, na hora de planejar um negócio, é pensar sobre o que ainda falta no local escolhido. Em alguns casos, se você tem uma formação específica e vai se direcionar para ela, você pode investigar quantos atuantes da sua área estão fixados naquela região – é o caso dos psicólogos, por exemplo. Mas mesmo que já existam alguns, vale a pena investigar se estão oferecendo o mesmo tipo de serviço que você – afinal, você pode estar chegando no mercado mais atualizado do que os concorrentes.
Também é importante verificar se há demanda pelo seu tipo de negócio no bairro, especialmente para o comércio. Por exemplo, quase todos os bairros têm pizzarias (e normalmente tem espaço para mais uma ainda), mas poucos bairros têm o próprio restaurante vegetariano. É claro que o número de vegetarianos está crescendo, mas é importante investigar se realmente existe demanda no local que você está pensando em se fixar.
Para que um negócio possa dar certo é fundamental investir também no planejamento do que você quer implantar, pensando em todos os aspectos necessários para que a empresa comece bem mesmo que o investimento seja pequeno.




